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sábado, 29 de janeiro de 2011

Alshop: País terá quatro novos shoppings por mês

Nos próximos 30 meses, o Brasil deverá ganhar o equivalente a quatro novos shoppings por mês. A estimativa é da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), que prevê 124 novos empreendimentos até 2013, 48 deles só no Estado de São Paulo. 

A tendência é que surjam novos formatos para atender às necessidades dos consumidores, principalmente porque a maior parte dos lançamentos deve ocorrer no interior — só no Estado de São Paulo serão 27 lançamentos fora da capital — o que aumenta a possibilidade de pequenos lojistas fazerem parte dessa cadeia. 

“Os pequenos e médios representam 75% das lojas e entram nos shoppings por meio de franquias ou após anos de experiência com suas lojas próprias”, diz o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun. 

Com o aumento do poder aquisitivo da classe C, a principal tendência é que os shoppings se adaptem ao perfil desse público. Um modelo que tende a se popularizar, segundo Sahyoun, é o dos shoppings rotativos, no qual o lojista pode alugar pequenos espaços por um valor mensal e permanecer ou não de acordo com o seu retorno financeiro. 

Uma das iniciativas nesse formato é o Mais Shopping Largo 13, inaugurado em outubro do ano passado em Santo Amaro, na zona sul. O empreendimento mistura lojas consagradas e micro varejistas no mesmo espaço e oferece lojas modulares prontas para operar, alugadas por um preço fixo e entregues com vitrine, piso, iluminação e ar condicionado central. Oportunidade para que pequenos empreendedores como Felipe Schwartzman, de 27 anos, que há um ano e meio criou a marca Pretíssima, abrissem suas primeiras lojas em um shopping. 

“Se eu fosse investir em um centro de compras convencional gastaria três vezes mais do que aqui”, diz ele, que paga cerca de R$ 400 pelo metro quadrado do espaço onde está instalado — as lojas variam de 12 a 15 metros quadrados. 

Fonte: Jornal da Tarde (Economia)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Classe média cresce e atinge 53,8% da população

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a classe média continuou a crescer no Brasil apesar da crise econômica que assolou a economia mundial no segundo semestre do ano passado.
Entre agosto e dezembro, segundo a FGV, o número de pessoas consideradas de classe média - ou classe C - subiu 3,7% no período, atingindo 53,8% da população. O estudo da FGV considera seis regiões metropolitanas - São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
No método da fundação, é considerado um membro da classe C quem faz parte de uma família com renda mensal média entre R$ 1.115 e R$ 4.807. Faz parte da classe E a família com renda até R$ 804 e são classificados como classe D as que recebem entre R$ 804 e R$ 1.115.
DivisãoAinda de acordo com o estudo, é considerado um membro da classe alta - ou AB - toda a pessoa que reside em um domicílio com renda total acima de R$ 4.807. De acordo com a instituição, este contingente de pessoas também cresceu entre agosto e dezembro do ano passado, atingindo 15,33% da população total das seis regiões metropolitanas pesquisadas.
Desta forma, a divisão de classes, segundo o método da FGV, ficaria assim nas regiões pesquisadas: 53,81 (classe C), 15,33% (classes A e B), 13,18% (classe D) e 17,68% (classe E).
MobilidadeDe acordo com o estudo, que considera o período de 2002 a 2008, a mobilidade de classe foi maior em dois momentos: em 2004 e no ano passado - nos dois casos, o crescimento do PIB foi forte. Estima-se que a expansão do PIB brasileiro em 2008 ultrapasse a marca de 5%, embora a previsão para este ano esteja mais modesta, abaixo de 2%.
Em 2008, cerca de 40% da população que pertencia à classe E havia migrado em direção às classificações C e D, na comparação com os resultados de 2007. De acordo com a pesquisa da FGV, a mobilidade da classe E no ano de 2008 foi maior antes da crise (41,5%), caindo para 39,7% depois de seu início.
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios