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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Lojas do Carrefour terão salas de cinema

Ao todo, 200 salas serão construídas nos próximos sete anos. A inauguração da primeira está prevista para janeiro do ano que vem, no Estado do Rio de Janeiro. Uma equipe de engenheiros já está na unidade carioca do Sulacap desenvolvendo os primeiros detalhes da obra. Em abril, será a vez do bairro do Limão, em São Paulo, receber estrutura semelhante.
Segundo o Carrefour Brasil, o objetivo é explorar de maneira mais eficiente as grandes áreas ociosas de seus hipermercados e ao mesmo tempo oferecer lazer aos seus clientes. Os critérios para a instalação das salas de projeção são pontos de venda que precisam de incremento no fluxo de consumidores, tenham espaço ocioso e não possuam centros de compras nas proximidades.
Para viabilizar o projeto, o grupo firmou parceria com a Inovação Cinemas, que será responsável pela construção dos complexos exibidores. Segundo Thierry Perrone, sócio da Inovação Cinemas juntamente com o empresário Adhemar Oliveira, cada unidade terá entre seis e oito salas, totalizando 1,4 mil lugares. "O contrato de locação será diferenciado daqueles realizados com shopping centers e o Carrefour terá uma participação na venda dos ingressos", explica.
Um aporte aproximado de R$ 200 milhões, sendo uma parcela proveniente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), também foi feito para que o projeto pudesse sair do papel.
As salasDe acordo com Perrone, as salas terão formato stadium, projetores de 35 milímetros de última geração, projeção digital (via Rain) e qualidade de programação, com a mesma qualidade oferecida pelas salas de cinema concorrentes. "Queremos democratizar o acesso ao cinema e contribuir para o enriquecimento cultural dos moradores dos bairros onde as salas serão instaladas."
Por enquanto, não foi criado um nome para a nova rede de cinemas, mas a marca Carrefour deverá estar presente, assim como as de possíveis empresas patrocinadoras. Os investidores garantem que os preços serão bons e o estacionamento, gratuito.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pão de Açúcar aposta em tecnologia para reduzir custos e conhecer o cliente

Batizado de "O Futuro do Varejo" pela empresa, o programa prevê o investimento de R$ 150 milhões em três anos e inclui troca de equipamentos, substituição de sistemas de gestão e criação de novos serviços. A força de trabalho envolvida nessas tarefas reúne quase 500 pessoas e inclui tanto o efetivo da divisão de tecnologia, de 300 profissionais, como um time adicional de quase 200 pessoas orientadas a um projeto específico, com o qual o Pão de Açúcar espera mudar seu relacionamento com os clientes.

Joaquim Dias Garcia e Alexandre Vasconcellos, executivos de TI (Tecnologia da Informação) do Grupo, estão à frente do processo de transformação tecnológica. Segundo eles, até 2011, a companhia planeja substituir seu parque de 10 mil computadores por "thin clients", terminais que não têm disco rígido. Todos os programas e dados ficam armazenados na rede da empresa. Serão 3,5 mil máquinas este ano, o mesmo número em 2010 e mais 3 mil em 2011. Como os "thin clients" consomem menos energia, a previsão é de uma economia de R$ 4,5 milhões em energia elétrica no ano que vem, chegando a R$ 15 milhões em 2013.
A empresa também começa a adotar uma norma que prevê o uso de equipamentos sem chumbo, entre outras substâncias consideradas perigosas ao ambiente; e limitou o número de impressoras nos seus escritórios a uma máquina por andar. A cópia só é feita quando o usuário digita sua senha na impressora. Uma forma encontrada para impedir o desperdício de papel e de suprimentos, como toner.

Em janeiro, o Pão de Açúcar completou o processo de migração de seu programa de gestão substituindo um sistema construído dentro de casa por software da alemã SAP. Com a mudança – um produto de mercado em vez de um próprio –, o Pão de Açúcar facilita o processo de integração com o Ponto Frio, adquirido em junho, e garante a chamada retaguarda ou "fundo de loja", que engloba uma longa lista de funções, principalmente de caráter financeiro.
Hábitos do consumidorUma estrutura capaz de coletar informações detalhadas sobre os hábitos de consumo e orientar as ações da empresa também está sendo montada. Chamado de Oracle Retail – uma referência à americana Oracle, fornecedora do software escolhido –, o projeto tem três etapas de trabalho
Fonte: www.sm.com.br

domingo, 29 de março de 2009

Alimentação e beleza lideram indicações para investimento

Educação e informação são outros ramos destacados por 14 consultores.

PRATO CHEIO Depois de analisar alternativas de investimento, Diogo Beltrame comprou uma franquia da Lig-Lig, delivery de comida chinesa


Com o anunciado crescimento da procura por franquias -como alternativa de investimento ou opção de renda durante a crise-, fica a pergunta: em qual segmento investir?Para responder a essa dúvida com que se deparam os empreendedores, a Folha ouviu 14 especialistas em áreas como empreendedorismo, gestão, mercado e consumo, a fim de identificar os nichos menos vulneráveis à crise atualmente.Alimentação, saúde, cosmético, educação e informação estão entre os ramos que deverão ser menos afetados, segundo os consultores. Já turismo e moda (calçados, vestuário e acessórios), embora bem avaliados por parte deles, receberam sinal amarelo.Apesar da apreciação em parte positiva, é preciso ter cautela. "O momento é adverso para abrir um negócio", pondera o economista do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) Pedro João Gonçalves.
Há consenso sobre a tendência de redução de consumo e demanda. O consumidor deve cortar supérfluos, migrar de marcas mais caras para mais baratas e adotar atitude mais racional de compra, independentemente do segmento."Claro que há exceções, mas em 2009 e em 2010 a demanda estará mais fraca, e os gastos serão direcionados ao essencial. A perspectiva só é mais favorável no médio prazo", analisa Douglas Uemura, economista da LCA Consultores.CrescimentoMesmo com o cenário incerto, continua crescendo o número de consultas de interessados por franquia -que já havia registrado saldo positivo no final do ano passado e em janeiro de 2009.
No Grupo Cherto, as redes de cosméticos, alimentação e moda puxaram a alta de 21% na procura por esse tipo de negócio no primeiro bimestre de 2009 se comparado com o mesmo período do ano passado.Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF (Associação Brasileira de Franchising) -que afirma ter registrado incremento de busca por informações da ordem de 25% em janeiro e fevereiro-, avalia que alimentação, acessórios e calçados estão em alta, ao lado de turismo interno.As empresas ouvidas pela Folha também estão otimistas. O grupo BFFC, dono da rede Bob's e gestor da KFC, investirá na expansão do Bob's e deverá trazer a marca de "hot dog" chilena Doggis para o Brasil, para, em médio prazo, virar franquia.Também deve franquear o KFC a partir de 2010. "Já estamos recebendo propostas de possíveis franqueados", afirma Antonio Detsi, diretor administrativo financeiro.Bon Grillê e O Boticário -que também atuam nas áreas bem cotadas- têm planos de expansão e registram crescimento na procura por franquias de suas lojas após a crise.


Fonte: Folha de São Paulo