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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pesquisa revela 30 hábitos do novo consumidor

Para identificar os comportamentos, foram mapeadas as preferências e o grau de satisfação dos consumidores de varejo na hora das compras. O estudo é da APAS (Retratos do Varejo 2010) e também mostra como ocorreu a evolução desses hábitos de 2006 para 2009. Ao todo são 30 diferentes hábitos que ajudam o varejista a entender quem é o novo consumidor.

1) 41% dos consumidores de classe C fazem compras de carro
2) 31% dos consumidores de classe C têm cartão de crédito ou de loja
3) A maioria dos consumidores de classe C compra mais no início do mês
4) 82% dos consumidores de classe A/B fazem compras de carro
5) 71% de seus gastos são direcionados ao autosserviço
6) Consumidores de classe A/B e da C reaproveitam alimentos em igual proporção, assim como apresentam uma diferença de apenas 1% no controle do consumo de água
7) 65% dos consumidores da classe D/E fazem compras a pé
8) 48% dos gastos da classe D/E são destinados ao autosserviço
9) Consumidores brancos compram mais nas quartas-feiras
10) Consumidores brancos são responsáveis pelos maiores gastos em hipermercados e supermercados.
11) Consumidores negros e pardos compram mais aos domingos
12) 21% dos gastos de outras etnias são em canais alternativos, como venda porta a porta, farmácias, drogarias e atacadistas
13) Outras etnias compram mais aos sábados
14) 23% das pessoas que moram sozinhas e dos casais sem filhos praticam exercícios físicos; 10% a mais do que casais com crianças pequenas
15) 31% das pessoas que moram sozinhas ou de casais sem filhos procuram alimentos com baixo teor de gordura, contra 15% dos casais que moram com filhos pequenos
16) Casais com crianças pequenas têm uma taxa de separação de lixo para reciclagem 15% menor do que pessoas que moram sozinhas ou casais sem filhos
17) Pessoas que moram sozinhas ou casais sem filhos possuem um tíquete médio menor, mas gastam mais em grandes lojas, concentrando suas compras no início do mês
18) Casais com crianças pequenas compram mais nas segundas-feiras
19) Casais com crianças pequenas fazem mais visitas ao ponto de venda
20) 63% dos gastos de lares com crianças pequenas são voltados ao autosserviço
21) Casais com crianças pequenas concentram-se mais na classe C
22) Pessoas que moram sozinhas ou casais sem crianças preocupam-se mais com a conservação e o reaproveitamento dos alimentos, preservação do meio ambiente, controle de consumo de água. Além disso, também verificam mais a lista de calorias dos alimentos
23) Casais com crianças pequenas, por sua vez, preocupam-se mais em fazer e seguir listas de compras
24) Em 2006, 74% dos consumidores estavam satisfeitos com a limpeza do local de compra. Em 2009, essa taxa caiu para 67%
25) Entre 2006 e 2009, a satisfação com a qualidade e o frescor de carnes e aves nos locais de compra caiu 7%
26) Houve um aumento de 5% no incômodo dos consumidores com a demora do atendimento no caixa de 2006 para cá
27) 12% dos consumidores acham importante ter produtos gourmet à venda, mas apenas 3% estão satisfeitos com os produtos gourmet
28) 42% dos consumidores acham importante ter vagas especiais para idosos, mas apenas 7% estão satisfeitos com as vagas
29) Ter seção de produtos para dietas especiais (diabetes, celíacos, etc) é importante para 34% dos consumidores, mas apenas 6% estão satisfeitos com os produtos
30) A maioria dos consumidores de varejo continuam insatisfeitos com fatores básicos, como limpeza e organização da loja, rapidez no caixa, etc. O que demonstra seu amadurecimento e o crescente nível de exigência
Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vitrines atraem consumidores e contam a história da marca

Entenda a importância das vitrines e porque elas são o primeiro ponto de contato

Para atrair um consumidor é necessário que as lojas contem uma história. Muito mais do que produtos ou serviços,as decisões de compra baseiam-se em emoções humanas. Para o varejista, é imprescindível perceber o que o cliente busca e seduzi-lo com as melhores alternativas. É na vitrine que essa história começa, como destacou Vera Barretto, sócia-diretora da Shopfitting durante o 11º Encontro de Ativação em Varejo no BarraShopping.

Segundo Vera, 91% das pessoas ainda mantêm o hábito de sair para olhar vitrines e o varejo deve se aproveitar disso. Destas, 70% escolhem o que comprarão durante os cinco segundos, em média, que levam apreciando as lojas e decidindo se entram ou não. “A vitrine é uma conversa mais particular, com menos inibição, para que o consumidor perceba o que encontrará na loja. Mas todo o espaço deve acompanhar o mesmo conceito”, aponta a especialista.

Mais do que um meio de comunicação, as vitrines são um veículo de captação de clientes. “Principalmente em um shopping, em que você está cercado por outras lojas, é importante conquistar o consumidor através da vitrine, seja por inovação, seja por criatividade”, diz Tina Adnet, Gerente de Marketing do BarraShopping, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Boas vitrines entendem o que o cliente busca Ao atrair o consumidor para dentro de uma loja, a vitrine é responsável por efetivar uma boa parte da venda. Por isso, ela deve encantar quem as observa. O espaço é responsável também por criar um clima que valorize os produtos, a proposta da coleção e, até mesmo, causar um impacto que seja coerente com a marca e com o seu público-alvo. Na hora de montar uma vitrine, a empresa deve entender o que o cliente busca e valoriza. Para
isso, é importante definir o perfil deste consumidor. “Há quem queira exclusividade, o que pede vitrines que destaquem poucos produtos. Já aqueles que desejam variedade gostam de vitrines que mostrem um volume maior, mas com harmonia. Há ainda quem procure oportunidade. Para este perfil, as vitrines cheias de produtos dão a sensação de que aquela loja tem peças de menor preço”, explica Vera, da Shopfitting. A novidade é outro elemento importante. É essencial que as lojas mudem constantemente suas vitrines. Em média, o ideal é que a mudança ocorra a cada 15 dias. Se não há transformações na vitrine, os consumidores tendem a achar que também não existem novidades na loja. Também não adianta expor muitos produtos em um mesmo espaço. É necessário criar uma harmonia entre os elementos e conduzir o olhar de quem observa, dando foco a um produto e deixando os outros como secundários.

Planejamento e criatividade para o sucesso A criatividade também é fundamental, independente do orçamento. Mas é necessário direcioná-la da maneira certa. Ao planejar e montar uma vitrine, o profissional deve saber integrar o temada coleção, os produtos que devem ser destacados, os complementos e a decoração. Esta integração é uma somatória de ações que contribuirão para o crescimento das vendas. A decoração deve ainda estar em sintonia com o contexto atual e explorar os signos presentes na cultura do lugar. Acompanhar o calendário promocional mostra que a marca valoriza o que é importante para o cliente. Por isso, as lojas devem entender o que determinadas datas como o natal e o ano novo representam para os seus consumidores. Estando em um shopping, quando a competição é acirrada, é mais importante ainda que as vitrines sigam este conceito. Além disso, ao atrair consumidores, a loja beneficia o empreendimento como um todo. “A vitrine faz parte de um conjunto de comunicação único e o shopping deve munir o lojista de conhecimentos sobre instrumentos, ferramentas e imagens inspiradoras para atrair bons clientes”, comenta Tina, do BarraShopping.


Marketing Sensorial
Oferecer experiências sensoriais ao cliente também é papel das vitrines. Apesar de a visão ser responsável por 83% do que aprendemos, não se pode deixar de lado os outros sentidos. É aí que entra o Marketing Sensorial. “Deve-se trabalhar muito a experiência sensorial. A forma como você aborda os sons e os cheiros influencia diretamente na decisão de compra”, explica a Gerente de Marketing do BarraShopping, durante a entrevista ao site. De acordo com estudos, as cores influenciam o humor. O vermelho, por exemplo, chama a atenção e estimula a compra. Por isso, é muito usado em liquidações. Por outro lado, cores como azul e verde têm efeito calmante e tranquilizante. Saber utilizá-las dá credibilidade à marca, agrega valor e destaca o produto. Já a iluminação é responsável por reforçar as cores e destacar o produto. Ela gera reconhecimento, dirige o olhar do consumidor, define as formas e provoca as sensações, como se fosse a alma da vitrine. O olfato é um sentido que estimula as sensações sem que haja uma assimilação racional. Por isso, se bem utilizado, é capaz de incitar lembranças e experiências positivas dos consumidores, além de criar uma identidade que jamais será esquecida. Com criatividade, muito planejamento e um amplo conhecimento a respeito do público-alvo e da marca, é possível facilitar o trabalho das equipes de venda. Uma boa vitrine cria uma atmosfera de compras e uma história esperada pelo consumidor. O espaço apresenta a marca, a loja, o produto e ainda é capaz de superar as expectativas dos clientes.

Fonte: www.mundodomarketing.com.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Variedade excessiva de produtos mais atrapalha do que ajuda

Pesquisa mostra que o consumidor adia sua compra quando defrontado com inúmeras versões de um mesmo produto. O excesso de oferta, dificulta a escolha em vez facilitar. O estudo foi realizado em um supermercado da cidade de Chicago, EUA, pelo psicólogo americano Dan Ariely, autor do livro “Previsivelmente irracional: como as situações do dia a dia influenciam as nossas decisões.

O consumidor é receptivo à variedade quando se trata de degustação, mas reage mal a ela no momento da compra. Em uma loja, Ariely instalou um balcão de experimentação com 24 sabores diferentes de geleias. A oferta chamou a atenção de 60% dos consumidores – 145 de 242 que faziam compras. Em outra ocasião, expôs apenas seis variedades que despertaram atenção de 40% do público – 104 de 260.

Embora a percentagem dos que provaram algumas das geleias não tenha sido tão diferente nos dois grupos, a taxa de compras efetuada foi drasticamente oposta: dos 145 clientes que provaram uma das 24 geleias, apenas 3% adquiriram um pote. Já entre os 104 que experimentaram pelo menos uma das seis opções, 30% realizaram a compra.

Fonte: Supermercado Moderno

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pesquisa revela tendências nos hábitos de consumo

O envelhecimento populacional criou um novo tipo de consumidor que vai mais vezes ao PDV e gasta mais com bens de consumo não duráveis. Questões ligadas à sustentabilidade e responsabilidade social ganharam peso entre os consumidores.
Hoje, 40% das famílias participam de algum tipo de ação social; 93% valorizam empresas que praticam programas de responsabilidade social e 17% das famílias compram marcas próprias. Essas são algumas das tendências consolidadas entre os consumidores brasileiros, presentes na pesquisa "Para onde caminha o consumidor?", da LatinPanel, divulgada pela Abre (Associação Brasileira de Embalagem).

Feita em 2008, a pesquisa aponta que 44% dos participantes se informam sobre novos produtos por meio de comerciais de TV, 59% observam cartazes e anúncios nas ruas e 54% buscam e acompanham informações sobre preço em folhetos de loja (alimento, higiene, limpeza e bebidas).

Dentro do universo das embalagens ficou claro que os consumidores querem embalagens multipacks com preços mais competitivos. A incidência maior dessas embalagens é nas classes mais altas. Ainda segundo a pesquisa, 94% do público entrevistado gostaria que as embalagens de alimentos fossem mais fáceis de serem guardadas depois de abertas.

Embalagens maiores e familiares são procuradas por 69% dos domicílios com três ou mais familiares e os produtos mais consumidos com esse tipo de embalagem são sabão em pó, creme dental, salgadinho, cereal matinal e refrigerante.

A demanda por embalagens refil representa um novo conceito de compra. Um exemplo disso é a venda de desodorantes em refis que teve um aumento de 69% no período. Por fim, a pesquisa dividiu a força da embalagem pelas classes sociais e chegou a uma importante conclusão: para a classe AB o importante é a fidelização e é grande o consumo de embalagens familiares, como a de salgadinhos acima de 100 g.

Para a classe C o importante é a customização (eu quero, mas preciso pagar em 10 vezes), havendo um aumento do consumo de embalagem roll on, caldos e pasta. Já para a classe D/E o importante é o acesso, (como posso continuar consumindo?).
Fonte: supermercado moderno

domingo, 26 de abril de 2009

Varejo cria "Big Brother" para decifrar hábitos do consumidor

Pesquisas e filmagens nas gôndolas ajudam redes a influenciar compras
Basta dar um número no caixa, na hora de pagar. Com ele, o varejista sabe se o consumidor é vegetariano ou fã de churrasco, se tem preocupações saudáveis e a quantas baladas vai num mês. Também sabe sua idade, estado civil, a frequência e em qual bairro faz compras e quanto gasta em média.
Além disso, muitas vezes, os lojistas monitoram esse consumidor em pesquisas e filmagens na gôndola. O objetivo é tentar entender o que o leva a tomar determinada decisão de compra e a influenciá-lo na escolha, por meio da comunicação. Essas filmagens demonstraram que o consumidor gasta entre 4 segundos e 6,5 segundos para decidir o que comprar.
"Nós monitoramos esses segundos", afirma Rui Piranda, vice-presidente da agência Giovanni+Draft FCB, responsável pela implantação do Cartão Mais, do Pão de Açúcar, o maior programa de relacionamento desse mercado.
Por trás desse quase "Big Brother" do varejo está, é claro, a busca por vendas maiores. Nas filmagens de consumidores, por exemplo, o Pão de Açúcar descobriu que gôndolas na diagonal, em vez das tradicionais paralelas, aumentam o campo de visão do consumidor. Com isso, ele se lembra de mais produtos que faltam em casa.
Já o trabalho de inteligência competitiva, como é chamado o uso das informações fornecidas pelos consumidores a cada compra, fez com que cada cliente Mais aumentasse seus gastos médios em 3%. Há casos em que o valor das compras foram multiplicados por dez.
Além disso, os donos do cartão Mais já gastam entre 2,4 e 2,6 vezes mais do que os clientes tradicionais. As informações são tão detalhadas que o Pão de Açúcar segmentou-os em 11 perfis. Entre eles, estão os saudáveis, os festas, os gourmet e os modernos.
"Fazemos ações coerentes com o perfil de cada um deles, para influenciar o comportamento desse consumidor", afirma Cristina Serra, diretora de marketing do grupo.
Após anos se perguntando para que servia o Cartão Mais, os clientes do Pão de Açúcar viram o programa entrar em nova fase. Depois de dois anos de teste, a rede estendeu o formato a todo o Estado de São Paulo no início do ano. Até julho, pretende levá-lo a todo o país.
Em troca de suas informações, o consumidor ganha pontos conversíveis em vales-compras, descontos e promoções feitas sob medida para seu perfil. Cada real gasto significa um ponto. Somados, 3.000 pontos viram vales de R$ 20; 6.000 pontos, de R$ 50; e 9.000 pontos se tornam R$ 100. O passivo é contabilizado pela rede.
Por enquanto, entretanto, o consumidor tem de resgatar os pontos por telefone ou pelo site. "No futuro, os vales-compras aparecerão no caixa, na hora em que o consumidor se identificar", diz Serra.RiscosApesar de o relacionamento com o consumidor oferecer possibilidade de vendas maiores, sua gestão não é simples e os investimentos são altos. Segundo especialistas, o próprio Pão de Açúcar correu riscos.
"Quando a empresa coleta dados e aborda as pessoas na gôndola, ela cria expectativas", afirma Renato Borgheresi, coordenador da pós-graduação em inteligência de mercado da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Outra ameaça, é claro, é o consumidor se sentir invadido pelo monitoramento constante. Em 2002, o Ministério Público entrou na Justiça contra a rede, impedindo-a de usar as informações coletadas. Na nova fase, o Pão de Açúcar pergunta se o consumidor quer receber ofertas. Dos 2 milhões de cartões em vigor, 93% aceitam que suas informações sejam usadas, desde que tenham um benefício tangível.

Fonte: Folha de São Paulo 26/04/2009.