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terça-feira, 15 de junho de 2010

Pão de Açúcar vai transportar produtos dos fornecedores

Depois de o Walmart adotar a estratégia nos Estados Unidos é a vez da varejista brasileira. Atualmente, 1,35 mil caminhões de 153 transportadoras prestam serviços com exclusividade ao Grupo Pão de Açúcar. A ideia é esta frota também se encarregar de transportar as mercadorias dos fabricantes até a varejista nos horários em que ficaria ociosa.

“Temos condições de cobrar do fornecedor um frete menor do que ele pagaria no mercado”, diz Carlos Eduardo Botana, gerente geral de distribuição do Pão de Açúcar. Segundo ele, é comum um caminhão fazer sua entrega e voltar vazio para ser carregado novamente. Em vez de retornar sem mercadoria, ele pode passar em outro fornecedor e voltar abastecido.

No Brasil, os caminhões circulam 30% do tempo vazios ou com espaços livres, revela um levantamento feito pelo Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain). “Uma empresa consegue economizar até 8% no total gasto com transporte se realizar uma gestão eficiente, como compartilhar a frota com outras companhias”, explica Maria Fernanda Hijjar, diretora de inteligência de mercado do Ilos.

De um total de 1,8 mil fornecedores, o estudo, comandado por Botana do Pão de Açúcar, concluiu ser rentável 'vender' frete a 180 fabricantes. “Esta é a quantidade de indústrias que estão nas rotas já feitas por nossos caminhões.” Ele acrescenta que a empresa está trabalhando com 32 fornecedores para o compartilhamento do frete e tem condições de vender este serviço ao mercado.

Ainda sem nome, a nova empresa, chamada por Botana de “filial transportadora”, deve sair do papel neste segundo semestre. A aquisição de uma frota própria de caminhões está sendo avaliada, bem como uma possível utilização de veículos da Casas Bahia, cuja negociação de fusão com o Pão de Açúcar continua em andamento.

Ganhos
8% de economia no total gasto com transporte é quanto uma empresa pode ganhar compartilhando seus veículos com outras companhias.

Ociosidade
30% de seu tempo é quanto, em média, cada caminhão que circula no Brasil fica vazio ou com algum espaço vago durante suas viagens.

Indústria
1,8 mil é a quantidade de fornecedores do Grupo Pão de Açúcar. Nos Estados Unidos, a rede Walmart vai usar a mesma estratégia, segundo a Bloomberg BusinessWeek. Dono de 6,5 mil caminhões e 55 mil reboques, o varejista está conversando com seus fornecedores para assumir a entrega dos produtos em troca de redução nos preços pagos por eles.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Criador da FedEx é eleito o executivo do ano nos EUA.

E pensar que os professores de economia, na universidade de Yale, o achavam medíocre

A história de Frederick Smith, 60 anos, fundador, presidente e principal acionista da Federal Express Corporation (FedEx), certamente daria um filme. Ele sobreviveu à Guerra do Vitenã (onde serviu como fuzileiro naval de 1966 a 1970) e também ao ceticismo dos professores do curso de economia da Yale University, que deram a ridícula nota C para seu trabalho de conclusão de curso, no qual propunha a estruturação de um serviço de entregas aéreas urgentes.

Pior para os professores de Yale. O negócio idealizado pelo jovem estudante saiu do papel em 1971 e não levou muito tempo para se transformar a maior empresa do planeta no setor de encomendas expressas, com receitas de US$ 24,7 bilhões. Smith, que acaba de ser eleito o Executivo do Ano pela americana CEO Magazine, ainda não teve a vida contada por Hollywood, mas conseguiu colocar a companhia no centro da narrativa de Náufrago. No filme, o funcionário da FedEx, Chuck Noland, personagem vivido por Tom Hanks, sobrevive por longos 1.500 dias em uma ilha deserta do Pacífico depois de escapar à queda de um avião que trazia na fuselagem um reluzente logotipo da FedEx. A brutalidade da cena, garante ele, não arranhou a imagem da corporação, como temiam alguns diretores. “Concordamos em participar porque o filme mostrou que, a exemplo dos nossos funcionários, o personagem não mediu esforços para exceder às expectativas dos clientes”, disse Smith à DINHEIRO. Filho do dono de uma pequena empresa de ônibus e neto de um oficial de máquinas da marinha mercante, pode-se dizer que a área de logística está gravada em seu DNA.

E é exatamente nesse segmento, que responde por 92% dos ganhos, que a FedEx pretende investir a maior parte dos US$ 2,1 bilhões reservados para 2005. Os recursos vão ser gastos na ampliação da estrutura operacional que dá suporte à frota de 71 mil caminhões e 649 aeronaves. Para atuar em 215 países, a companhia conta com 245 mil funcionários. Pelo centro de distribuição de Memphis (EUA), onde fica a sede da empresa, transitam em média 5,5 milhões de pacotes por dia. Mas isso não significa que Smith esteja alheio às oportunidades que surgem pelo caminho. Seu mais novo xodó é a rede Kinko’s, pela qual pagou US$ 2,4 bilhões à vista em fevereiro deste ano. Trata-se de uma poderosa rede global de 1,2 mil lojas que inclui a venda de material de escritório, serviços de gráfica rápida e laboratório fotográfico, rebatizada de FedEx Kinko’s. “Somente em 2005 planejamos abrir 70 unidades em todos os continentes”, adianta Smith. O Brasil, por hora, não figura nessa relação, de acordo com Guilherme Gatti, diretor de marketing da subsidiária.

Isso, contudo, não significa que o País esteja fora dos planos expansionistas da FedEx, que aterrissou por aqui em 1989. “Graças a acordos com transportadoras locais já cobrimos 2.850 cidades brasileiras”, destaca Smith. Com sua filosofia baseada no tripé pessoas-serviços-lucros, ele transformou a FedEx em uma potência e se firmou como um administrador competente. Nada mal para quem foi considerado um aluno mediano pelos professores de Yale.

Aviões
649
cargueiros trazem a bandeira da companhia

Caminhões
71
mil veículos espalhados por 215 países

Fonte: IstoÈ dinheiro

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Gigantes do autosserviço dizem NÃO à carne de áreas devastadas

As três maiores redes do setor não compram mais carne bovina proveniente de fazendas que praticam desmatamento na região da Amazônia. A decisão tomada por Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart suspende os acordos comerciais com fazendas denunciadas pelo Ministério Público do Pará. Além de exigir as Guias de Trânsito Animal anexadas às notas fiscais, como garantia de procedência, as gigantes do setor farão auditorias independentes para não correrem riscos de vender produtos oriundos de áreas de devastação.

O Grupo Pão de Açúcar afirmou em comunicado à imprensa que vetou 11 frigoríficos paraenses citados pelo Ministério Público. A empresa também participa de um programa promovido pelo Instituto Ethos e pelo Fundo Multilateral de Investimento que visa promover a adoção de melhores práticas de produção e comercialização de carnes, baseadas em políticas de respeito aos direitos trabalhistas e de preservação do meio ambiente.
Fonte: Valor Econômico